Se você acompanha nossos artigos sabe que uma das melhores estratégias para captação de leads e conversão em etapas é o uso de landing pages e outros tipos de formulários, onde o usuário pode te oferecer informações pessoais em troca de um conteúdo ou material. Mas a nova lei brasileira de proteção de dados estabeleceu regras para usar e proteger essas informações que vão trazer algumas mudanças para a forma como “marketeamos”. Hoje vamos te explicar o básico que você precisa saber sobre a LGPD, as políticas de privacidade e como elas se relacionam com as suas estratégias de Marketing Digital!

Políticas de privacidade? O que são?

Como citamos acima, existem muitas maneiras de atrair e converter leads, mas, seja qual for a que você utiliza, o objetivo é sempre o mesmo: conseguir dados dos seu público para registrá-lo em seus fluxos de automação e dar ao time de Vendas a oportunidade de entrar em contato. Porém, como todo e qualquer bem pessoal, as informações de uma pessoa são sigilosas e a partir do momento em que ela às confia para uma empresa, se torna responsabilidade do negócio agir com ética para preservar esse sigilo. 

É aí que surgem as políticas de privacidade: são documentos elaborados pela empresa, onde deixam explícitas as práticas e medidas de Privacidade e Segurança adotadas por ela para proteger os dados de seus clientes/leads. É como uma “carta aberta”, pois presta contas ao público sobre o quê, porquê e como estão fazendo com suas informações. Em suma, é onde as empresas explicam como adquirem, armazenam e usam os dados dos seus leads (seja on ou offline).

Origem e importância da LGPD

Se antes da tecnologia já era importante cuidar dos seus dados pessoais, imagine em uma era digital onde todo tipo de informação pode ser vazada a qualquer minutos? Sabendo disso, 120 países em todo o mundo já têm sistemas jurídicos para proteger a privacidade dos usuários da Internet. Em 2018, o Brasil entrou para esse grupo, depois de 8 anos de debates sobre a melhor forma de implementar a lei. Tendo sido sancionada em 14 de agosto daquele ano, a Lei 13.709/2018, conhecida como Lei Geral da Proteção de Dados, entrou em vigor agora em Setembro de 2020, garantindo às empresas um período de 18 meses para adaptação à nova jurisdição.

Para te ajudar a entender melhor como ela funciona e de que maneira vai interferir nas estratégias de Marketing Digital da sua empresa, preparamos um FAQ bem completo! Confira:

FAQ – Marketing Digital X Políticas de Privacidade

  • O que a LGPD chama de “dados pessoais”?

De acordo com a lei, são “dados pessoais” toda e qualquer informação que pertença à uma pessoa natural, identificada ou identificável (como seu nome, idade, telefone, email, endereço, empresa em que atua, etc.). Quando uma empresa recebe essas informações, pratica o que a Lei considera “tratamento de dados”, isso é, a coleta, utilização, classificação, acesso, processamento, reprodução, armazenamento, controle, entre outras ações envolvendo dados pessoais.

  • O que a LGPD determina?

A lei tem como base 10 princípios e, em resumo, entende que só é aceitável que uma empresa capte dados pessoais se eles forem realmente úteis para estabelecer um contato com seus leads. Captar dados apenas por captar não faz sentido! Da mesma forma, obter informações irrelevantes para suas finalidades também é visto como uma má prática. Se eu quero que a pessoa se inscreva em uma newsletter, por exemplo, preciso apenas de seu email – então por quê pediria seu endereço? Além disso, existe a necessidade de que o dono dos dados dê seu consentimento para a empresa obter e usar suas informações (seja preenchendo um formulário por vontade própria, enviando email, etc.).

Porém, outras cláusulas da mesma lei estabelecem que, em algumas circunstâncias, quando houver o legítimo interesse por parte da empresa de usar aqueles dados, isso pode ser feito sem que o dono dê o consentimento. Isso acontece quando: é muito difícil obter o consentimento do usuário, pode ser considerado desnecessário pedir o consentimento do usuário ou ainda se o uso desses dados tiver um impacto mínimo sobre o usuário, apresentando uma justificativa convincente para utilizá-los. 

  • A LGPD me impede de coletar dados?

Não! Os profissionais de Marketing poderão, dentro das regras estabelecidas, continuar pensando em estratégias para captação de informações dos leads, porém, a tendência é que ocorra um verdadeiro aprimoramento na maneira de fazer isso. O que significa? Que ao invés de criar 200 formulários e esperar que algum deles gere conversão, será necessário ter mais estratégia, pensar em formas de ser mais específico e, ainda que coletando menos dados, conseguir leads mais qualificados, uma base mais rica para ser trabalhada por Vendas.

  • Como fica o Inbound Marketing com a LGPD?

Pode parecer assustador para uma estratégia focada em atração de leads e captação de dados a ideia de ter restrições para fazer, não é? Mas essa é uma mudança positiva levando em conta que o Inbound MKT busca cativar o público com base em seus interesses. Tendo que ser mais específico e criterioso nos dados que coleta, por consequência, o profissional de marketing voltado para a criação de conteúdos terá que aplicar a mesma metodologia em sua produção. O resultado? Uma maior relação de confiança com seu público, conteúdos mais certeiros e leads mais convictos do que querem ou não te entregar.

  • Qual a melhor forma de armazenar esses dados?

Antes mesmo das novas políticas de privacidade, já era recomendado que as empresas começassem a armazenar os dados coletados em sistemas unificados, isso é, utilizando plataformas confiáveis, de fácil acesso e consulta, onde todas as informações ficam juntas e não espalhadas em diversos diretórios. Com a Lei de Proteção isso se faz ainda mais necessário já que o cliente tem mais controle sobre suas informações e pode, a qualquer momento, pedir para que a empresa o remova de suas listas e delete seus dados da base. Como fazer isso e comprovar o cumprimento do pedido através do Relatório de Impacto de Proteção de Dados sem organização?

  • Como construir boas políticas de privacidade?

Cada empresa elabora sua própria política e não existe exatamente um padrão específico de como fazer isso, porém, alguns dos itens essenciais que costumam aparecer nesses documentos são: informações gerais sobre a empresa e o tratamento de dados praticado por ela; quais dados pessoais costumam ser coletados; como e porquê esses dados são coletados; onde e por qual período de tempo os dados são armazenados; com quem esses dados são compartilhados; quais as medidas de segurança adotadas pela empresa; como a empresa atende os direitos dos usuários; como o usuário pode solicitar e exercer seus direitos; entre outros.

Conclusão

O Marketing Digital e as políticas de privacidade não são inimigos, pelo contrário! Com o uso dos mecanismos de marketing, você pode comunicar com muito mais clareza e objetividade, para seu público, como você utiliza os dados deles e para quê. A palavra-chave é essa: transparência! Tanto em relação à Lei, seguindo os princípios estabelecidos na LGPD quanto com os seus leads, dando a eles a confiança de estarem no controle da situação.

A Solare Interativa é uma empresa de marketing digital, mas, mais que isso, nos tornamos especialistas em processo de vendas, jornada do consumidor e qualificação de leads. Fale conosco para conhecer nossas soluções!