A pandemia chegou trazendo mudanças que vieram para ficar. Além da maior valorização da qualidade de vida, da adoção do trabalho remoto por diversas empresas pelo mundo e da migração que instituições de ensino e empresas realizaram para as plataformas digitais, outros âmbitos da economia e sociedade também sofreram quebras de paradigma. Dentre eles, o cenário político está mais “digitalizado” do que nunca e as eleições de 2020 pedem por uma nova estratégia eleitoral por parte dos candidatos e partidos.

Com as restrições de uso para espaços públicos e a orientação dos órgãos internacionais de saúde para que aglomerações sejam evitadas, formar longas carreatas em grandes avenidas, montar um palanque na praça ou fazer a famosa panfletagem de “santinhos” mão a mão se tornou inviável, insustentável e pouco seguro. Sendo assim, tal como foi para diversos outros setores, transportar sua campanha eleitoral para a Internet, principalmente para as redes sociais, pode ser não apenas a solução como também a diferença entre a vitória desse ou daquele candidato nessas eleições!

Antes que você pergunte “De onde tiraram que políticos têm engajamento nas redes sociais?”, vamos fazer uma viagem no tempo e observar a estratégia eleitoral de um homem até então conhecido apenas pelos conflitos dentro do Congresso e que hoje chamamos de presidente do Brasil:

Estudo de caso: as eleições de 2018

Como o então deputado Jair Bolsonaro, que “caiu na boca do povo” por atritos com seus colegas políticos anos antes, de repente conseguiu o apoio de mais de 60% da população do país e chegou à presidência? Foi essa a pergunta que jornalistas, cientistas políticos, especialistas, profissionais de marketing e outros candidatos se fizeram após as eleições.

A conclusão à qual chegaram foi simples: tendo apenas 8 segundos de propaganda na televisão aberta, o candidato migrou os seus esforços bem como toda sua estratégia de comunicação para os meios digitais e, em especial, para as redes sociais. 

“Simplicidade” foi, de fato, a palavra que marcou sua campanha eleitoral: usando a garagem de casa como cenário, uma mesa como balcão e roupas do dia a dia, as lives de Bolsonaro no Facebook ficaram conhecidas pela falta de estrutura – o que para alguns poderia significar “desleixo”, mas para o público simbolizou proximidade e o sentimento de que ele era “gente como a gente”. Seu discurso populista foi adaptado à linguagem da Internet (com termos simples e muitas hashtags) e em poucos meses Bolsonaro conquistou engajamento e favoritismo nas pesquisas de intenção de voto (não vamos entrar no mérito das “não comprovadas” fake news).

Sendo assim, não há como negar que as eleições de 2018 foram decididas pela internet, redes sociais e tecnologia, como o disparo de WhatsApp em massa, contando com intensos debates do Twitter e os famosos “textões” de Facebook. Porém, como o próprio presidente tem sentido na pele, a Internet é uma lâmina afiada dos dois lados: o que se faz nas redes sociais tem influência direta na opinião pública, tanto nacional quanto internacional. As mesmas ferramentas que podem ser usadas para estabelecer um contato mais humanizado com os eleitores pode se voltar contra você caso as utilize sem preparo ou planejamento.

Por que usar o marketing digital?

Para além do adiamento do calendário eleitoral, a pandemia de COVID-19 trouxe outras exigências para os candidatos às eleições de 2020. Deixar de lado as conversas “corpo a corpo” é apenas algumas delas. Outros motivos para usar o marketing digital na sua campanha eleitoral são:

1) Menos tempo de campanha

Segundo o novo calendário, as campanhas terão início apenas 50 dias antes do primeiro turno das eleições. Isso significa menos tempo para montar e executar o seu planejamento de marketing – o que, por sua vez, implica em um caminho muito curto entre o primeiro contato com seus potenciais eleitores, conquistar a preferência deles e, posteriormente, seu voto.

O marketing digital traz consigo diversas ferramentas e plataformas que ajudam a acelerar esse processo, seja automatizando publicações, segmentando o público com base nos perfis que você deseja alcançar e até inserindo anúncios nas redes sociais. O engajamento na Internet é não apenas mais rápido como mais orgânico: um eleitor que curtir o seu perfil pode compartilhá-lo com mais e mais pessoas, gerando uma excelente mídia orgânica.

2) Maior abrangência de público

Por falar em “perfil”, as campanhas online tem o “poder” de romper barreiras ideológicas e alcançar diversos tipos de pessoas, sejam elas parte do público com o qual você já estava acostumado a lidar ou novos eleitores em potencial. Além de diversos formatos de texto, vídeo e imagem, você ainda pode explorar inúmeras ferramentas de contato (como chat, direct, mensagens ou comentários) que deixam o candidato ainda mais “acessível” aos olhos do público, tanto para tirar dúvidas quanto para debater ideias – e, quem sabe, conquistar um novo eleitor!

3) Melhor construção de “marca”

Praticamente qualquer empresa no mundo de hoje já sabe da importância de criar uma presença digital firme e consistente. Para as personalidades públicas a regra é a mesma: estar nas redes sociais, não apenas “batendo ponto”, mas de maneira ativa, é fundamental para a reputação de sua marca – que no caso dos candidatos, é sua própria pessoa, as ideias que defende e projetos que criou.

As redes sociais funcionam como verdadeiras ferramentas para fazer a manutenção de sua imagem, seja essa uma ação que parte de você ou do próprio público. Assim, na era do “monitoramento digital”, ser atuante e compartilhar suas ideias, opiniões, planos e valores, bem como se posicionar sobre os assuntos em pauta, pode ser a linha divisória entre “mais um político” e alguém que dá às pessoas a sensação de estarem sendo, verdadeiramente, representadas.

Conclusão

O digital é uma excelente oportunidade, principalmente em tempos de crise, porém não é uma “terra sem lei”. A Legislação Eleitoral teve alterações por conta disso, sendo necessário cumprir regras, requisitos e restrições, caso contrário, a candidatura pode até ser mesmo cancelada perante a lei. 

Como dissemos acima, o planejamento de uma campanha eleitoral digital implica em detalhes técnicos, estratégias de comunicação e outras ferramentas que se diferem dos meios tradicionais. Por isso, para usar essa modalidade nas eleições de 2020, o ideal é que você conte com a ajuda de especialistas no assunto, que vão auxiliar no começo, desenvolvimento e manutenção pós eleições. 

Se tiver alguma dúvida, você pode entrar em contato com a Solare Interativa, empresa especializada em gestão de marca e campanhas de performance, através do formulário abaixo: